Descolamento
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André Moreira



IA desde: 2 Ago 2007
Mensagens: 1060

Descolamento Enviada: Sex Jan 04, 2008 4:17 pm

A Bovespa ganha vida própria
27.12.2007

O mercado brasileiro subiu de patamar e depende cada vez menos dos humores da bolsa de Nova York

Por Giuliana Napolitano

O ano de 2007 ficará marcado na história do mercado de capitais brasileiro graças à abertura de capital da Bolsa de Valores de São Paulo, um dos IPOs mais ruidosos dos últimos tempos. Mas talvez a verdadeira transformação na bolsa paulista tenha sido outra. Ao longo dos últimos meses, a Bovespa vem gradualmente se descolando da bolsa de Nova York. É como se tivesse ganhado vida própria depois de anos em que o vaivém das ações de empresas brasileiras era ditado quase exclusivamente pelos burburinhos vindos do mercado americano -- e pelo dinheiro aportado por investidores estrangeiros. Pelo menos nos últimos seis meses, o Índice Bovespa, principal termômetro do mercado acionário brasileiro, segue uma tendência diferente do S&P 500, da bolsa de Nova York. Não foram poucas as vezes em que o Ibovespa se valorizou quando o S&P, pressionado pela crise imobiliária nos Estados Unidos, caiu -- o que levou o indicador brasileiro a chegar a 19 de dezembro com alta acumulada de 39%, enquanto o S&P subiu apenas 2% no mesmo período. "É a primeira vez que esses índices se afastam tanto desde o início do Plano Real", diz Paulo Tenani, chefe de pesquisa para a América Latina do UBS Pactual Wealth Management.

No jargão dos pregões, as bolsas se descolaram. É possível medir esse distanciamento numericamente, por meio de um indicador técnico usado pelos profissionais do mercado financeiro, chamado de correlação. Quanto mais próxima de 1 for a correlação entre dois mercados acionários, mais conectados eles estão. Esse indicador, que chegou a bater 0,97 no começo do ano, caiu para 0,38 em dezembro. Por que isso aconteceu? Porque a economia e o mercado de capitais brasileiro foram capazes de gerar fatos fortes o suficiente para se sobrepor à influência externa. Durante a maior parte do ano, esses fatos foram positivos, o que explica a forte alta do Ibovespa -- por exemplo, o maior crescimento do produto interno bruto, o equilíbrio das contas externas e a perspectiva de o país obter o grau de investimento das agências internacionais de risco. Alguns acontecimentos isolados também beneficiaram a bolsa, como a descoberta de reservas gigantescas de petróleo pela Petrobras na bacia de Santos, no litoral de São Paulo. Em razão do anúncio, as ações da estatal subiram 16% nos dias 8 e 9 de novembro e levaram o Ibovespa a fechar aquela semana em alta, apesar de o S&P 500 ter caído quase 4% no mesmo período. Além disso, os investidores brasileiros, pessoas físicas e institucionais, como fundos de pensão e seguradoras, entraram em peso na bolsa em 2007. "Isso contrabalançou a saída dos estrangeiros e sustentou a valorização da bolsa", diz Alexandre Póvoa, diretor da gestora de recursos Modal Asset Management. "Há alguns anos, essa fuga de dólares teria derrubado o preço dos papéis."

PARA QUEM APLICA EM AÇÕES, o fato de a bolsa brasileira ter começado a andar com as próprias pernas é uma boa notícia. "Hoje, as novidades que partem do Brasil são, em sua maioria, positivas. Os riscos estão no exterior, especialmente nos Estados Unidos", diz Ricardo Amorim, diretor de pesquisa econômica e estratégia do banco alemão WestLB em Nova York. Nesse cenário doméstico positivo, a dúvida, por ora, diz respeito às finanças do governo com o fim da CPMF. A não-aprovação do tributo pelo Senado, em votação ocorrida no início de dezembro, vai exigir um esforço extra do governo para equilibrar suas contas. Ainda assim, é consenso entre os especialistas que as conseqüências para a bolsa serão brandas. A maioria prevê que o governo compensará a perda de arrecadação combinando aumento de impostos com corte de gastos. "É uma notícia que muda a intensidade -- deve fazer o mercado acionário perder um pouco de força --, mas não a tendência, que continua sendo de alta", diz Amorim.

O cenário é otimista, mas ninguém prevê um ano tranqüilo. Apesar de a bolsa brasileira ter ganhado vida própria, ninguém pode imaginar que ela esteja imune à influência americana. "Não dá para ignorar o peso exercido pelo maior mercado acionário do planeta", diz Ivan Monteiro, sócio da gestora de recursos carioca JGP. Um exemplo disso ocorreu em julho e agosto. O agravamento da crise das hipotecas levou a bolsa brasileira a ter um dos piores pregões em anos -- em 16 de agosto, o Ibovespa caiu 8,8% ao longo do pregão e esteve na iminência de passar por um circuit breaker, mecanismo que interrompe as negociações para acalmar o mercado. Não é improvável que dias assim se repitam em 2008. O risco de haver uma recessão nos Estados Unidos é cada vez maior, o que deve deixar os mercados voláteis. No entanto, se a crise americana não afetar de forma radical a economia global -- e se o Brasil mantiver o curso --, os investidores podem esperar bons retornos da bolsa brasileira. A estimativa média de analistas de bancos e corretoras para o fim de 2008 aponta para um Ibovespa em 85 000 pontos, o que representa valorização de 38% em relação ao fechamento de 19 de dezembro. "Isso nunca aconteceria no passado", diz Tenani, do UBS Pactual. "Se as perspectivas para os Estados Unidos fossem ruins, dificilmente algum analista se arriscaria a prever um bom desempenho para a Bovespa." É sinal de que algo mudou -- para melhor -- no mercado acionário brasileiro.

FONTE: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0909/financas/m0147805.html
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Allan Arantes
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Enviada: Qua Jan 09, 2008 11:30 pm

IBOV e DJI parece engrenagem gasta: tem hora que pega, tem hora que não.

Ontem tava descolado, hj colou no final...
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Diego Pujol



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Enviada: Qui Jan 10, 2008 12:25 pm

O pior eh que quando a dow jones tava nessa faixa no meio do ano passado o ibov tava em 50 mil se nao me engano...

teve um dia que comprei contrato futuro a 45350 (era o minimo que podia do dia) a bovespa tava quase fechando, tava uma loucura...

foi depois do natal que começou essa folia de deixar os gringos de lado, antes os kra peidavam la aki ja dava caganeira
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Bebezao



IA desde: 27 Jul 2007
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Enviada: Qui Jan 10, 2008 9:58 pm

Eu sinceramente não gosto desse descolamento..

Dá a nítida impressão que estamos operando sem fundamentos.. Perdemos as bases... Isso sem falar na possibilidade dessa coisa toda aqui virar uma Big Bolha!!!
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DJ Now



IA desde: 26 Nov 2007
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Localização: Rio de Janeiro

Enviada: Qui Jan 10, 2008 11:37 pm

Acho impossivel descolar....
temos uma p0rr4 de ativos de peso sendo negociados no DJ q fazem parte do IBOV.

Acho mais facil um belo dia a BOVESPA fechar e a gente ter que negociar nossas acoes brasileiras pela bolsa do EUA


MINHA TEORIA
O que anda acontecendo por agora eh essa confusao de fusos. Fecha aqui e continua aberto la. Daí a bovespa fecha com um DJ horrivel e depois DJ bomba, ou IBOV fecha com DJ lindo e depois DJ desaba... Daí essa incerteza do que vai acontecer depois q o IBOV fechar fez com que descolasse.
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The Lord
Top User 2008.1


IA desde: 27 Jul 2007
Mensagens: 1534

Enviada: Sex Jan 11, 2008 10:05 am

Eu já havia notado a um bom tempo esse descolamento. Até postei sobre isso em alguns tópicos.

Descordo dos colegas acima, penso que tal fato é muito positivo. Nós não precisamos achar que temos que obrigatóriamente seguir os passos dos americanos. Nossa bolsa está crescendo e está buscando a independência. O Brasil é um país que tem atributos para ganhar cada vez mais espaço internacional. Temos empresas fantásticas como Vale, que é a 2º maior mineradora do mundo. A Petrobrás se tornará exportadora de petróleo e uma das maiores do globo.

É claro e óbvio que os EUA, como maior economia do mundo, sempre terá uma influência especial. Mas nós podemos diminuir sim a correlação com o Tio Sam nas bolsas e assim ser menos afetado por uma possível recessão por lá. Ao meu ver isso é extremamente positivo.

A questão é se nós conseguiremos manter esse descolamento. Com o passar do tempo as coisas vão ficando mais claras.
_________________
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Sempre questione e filtre as informações, somente desta maneira conseguirá separar o útil do prejudical e desnecessário.

A maneira de vencer é encontrar o equilibrio entre correr os riscos necessários ao mesmo tempo em que se foge deles ao máximo.

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LEONARDO GARCEZ



IA desde: 28 Jul 2007
Mensagens: 78

Enviada: Sex Jan 11, 2008 10:21 am

DJ Now escreveu:
Acho impossivel descolar....
temos uma p0rr4 de ativos de peso sendo negociados no DJ q fazem parte do IBOV.

Acho mais facil um belo dia a BOVESPA fechar e a gente ter que negociar nossas acoes brasileiras pela bolsa do EUA


MINHA TEORIA
O que anda acontecendo por agora eh essa confusao de fusos. Fecha aqui e continua aberto la. Daí a bovespa fecha com um DJ horrivel e depois DJ bomba, ou IBOV fecha com DJ lindo e depois DJ desaba... Daí essa incerteza do que vai acontecer depois q o IBOV fechar fez com que descolasse.



esse lance dos fusos é f..... mesmo
mas acho que esse descolamento ta mais pra uma situação de medio prazo que ja vem ha alguns meses

devemos lembrar, sobre o q vc falou acima, a existem Depositary Receipts brasileiras la em NYSE, e a negociação delas termina depois do fechamento das ações equivalentes aqui!! fora o cambio que muda de um dia pro outro!! e ai, tudo tem que se ajustar de alguma forma... mas uma coisa é certa: as empresas americanas e a economia tão passando por circunstancias que nos aqui no Brasil nao estamos, por mais q exista reflexos.
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