Tesouro Direto
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Ednajar
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Enviada: Dom Ago 19, 2007 7:49 pm

Entendendo o que altera o preço de um Título

A rentabilidade prefixada versus a marcação a mercado

A rentabilidade informada no momento da compra é garantida somente se o investidor ficar com o título até o seu vencimento. Vendendo o título antes do vencimento, a rentabilidade poderá ser diferente. Isto acontece porque o preço dos títulos são preços de mercado e podem oscilar conforme as expectativas de juros pelos agentes financeiros.

O efeito de variações das taxas de juros sobre o preço

Um aumento na taxa de juros de mercado em relação à taxa que foi comprada pelo investidor, fará com que em um determinado período, o título tenha uma rentabilidade inferior a informada na compra. Uma queda na taxa tem o efeito inverso.

O efeito do prazo sobre a volatilidade do preço

Outro fator que a afeta o preço e nem sempre observado pelos
investidores é o prazo. Quanto maior o prazo para o vencimento, mais sensível é o preço do título às alterações nas taxas de juros ou prêmios. Como o preço do título é o valor presente do fluxo descontado a uma taxa, para títulos do mesmo tipo, quanto maior o prazo até o vencimento, mais o preço (valor presente do fluxo) varia quando há alteração nas taxas de juros.

Isso quer dizer que papéis mais longos são mais
beneficiados nas baixas.


•Papeis curtos têm menor volatilidade de preço, mas têm maior risco de
refinanciamento.
•Por exemplo, suponha-se que existam dois títulos, sendo o primeiro a 1 ano do seu vencimento e o segundo a 2 anos. Ambos com a mesma taxa de juros.

Se o investidor preferisse comprar o título com 1 ano e no seu vencimento
comprar outro de 1 ano, ele pode não encontrar o título com as mesmas taxas.

Este é um trade-off que o investidor deve assumir: fazer a sua melhor escolha entre volatilidade versus risco de refinanciamento.
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"The future can be approached in two different ways, the way of prediction and the way of protection." Benjamin Graham

"It's time in the market, not market timing, that counts!" Christopher Browne

As palavras tem uma insidiosa capacidade de serem interpretadas de acordo com estado de humor ou a insegurança de quem as lê.
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alealvaro
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Volatilidade Enviada: Seg Ago 20, 2007 12:27 am

Com a crise da Asia, os títulos do Tesouro ficaram também muito expostos a sofrer desvalorizações. Os títulos a longo prazo, como os NTN-B Principal 2024, perderam 16% no último mês no seu valor de face. Até os LTF's perderam valor, por causa do aumento na taxa de juros imposta pelo mercado. As taxas oferecidas agora são muito maiores que ha 2 ou 3 meses atrás.
Num contexto como o atual, a pesar do atrativo de taxas maiores, não representam uma defesa do capital, e sim uma aposta de risco. A crise dos subprimes contaminou todos os preços dos ativos dos países emergentes por igual, tanto os de renda variável como fixa. Moeda, bonos e ações brasileiras perderam muito valor em agosto. A única proteção nesta cojuntura é dolar ou iene (valorizou mais que o dolar). O euro perdeu valor respeito do dolar, e todo indica que cairá de 1,34 por dolar para 1,30 no cp. Tb a liquidez é menor que as ações ou fundos de resgate imediato, já que só podem ser revendidos ao Tesouro uma vez por semana (nas quartas-feiras).
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agb



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Enviada: Seg Ago 20, 2007 1:47 pm

Ola Pessoal,

Estou tentando me familiarizar com o TD...

Entao, se nos ultimos 30 dias o NTN-B Principal 2024 perdeu cerca de 16% isso quer dizer que no longo prazo, talvez uns 2, 3 anos, seria uma boa comprar esse titulo??? Pois vendendo antes, pode-se conseguir taxas maiores do que as que foram pre-fixadas, correto?

Para um investimento de 2 a 3 anos, seria uma boa hora para compra esse titulo?

Abracos,
Alexandre.
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Ednajar
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Concordo agb... Enviada: Seg Ago 20, 2007 7:20 pm

mas tem tanta coisa mais interessante pra especular, com retorno maior, que as taxas de NTN B principal.
Encaro o TD como renda fixa pra muito longo prazo. Não especulo com suas taxas, poderia, mas a intenção é formar poupança mesmo. Parte da minha carteira está em TD. As taxas descritas nas NTN Bs são juros reais, ou seja, acima da inflação, no caso medida pelo IPCA.
Como faço compras regularmente, acabo fazendo preço médio das cotas. O que muda é que nesta situação atual, onde as taxas estão aumentando e o preço das cotas diminuindo eu carrego um pouco mais nas comprinhas mensais!

Abcs
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Ednajar
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Enviada: Seg Ago 20, 2007 10:29 pm

Para se ter uma melhor idéia sobre a evolução da taxa de juros real e do valor do título da NTN B principal 150824, ao longo do tempo, apresento 2 gráficos:





Analisar o gráfico da NTN B facilita muito mais o entendimento de quando podemos comprar mais títulos. Na minha opinião, quem investe neste título poderia comprar mais que o usual agora. É isso que eu vou fazer!
Bons negócios
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alealvaro
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NTN-B Principal Enviada: Seg Ago 20, 2007 11:31 pm

Inverti parte do meu capital nesses títulos especulando com uma queda nas taxas. Tinha montado uma carteira com NTN-B, NTN-F, LTN, Fundo DI e ações. Primeiro stopei as ações em 31/7, ficando líquido desde então. Os únicos investimentos positivos neste momento são as LTNs e o Fundo DI. As NTN-F estão negativas em -4% no mês e as NTN-B em -14%. Meu capital para uso em MP está tudo em DI e LTN. Comprei NTN-Bs 2024 em preço médio de R$608. Vendi a metade em R$550, com um prejuízo considerável. Ainda tenho a metade dos títulos, esperando a tormenta passar. A crise afetou de forma considerável os preços dos títulos, pelo aumento da taxa. A taxa ficou realmente atrativa comparada com o passado. Mas se a crise perdurar no tempo, a tendência é da taxa continuar a aumentar e o preço do titulo cair. Minha pergunta é a seguinte: fiz bem em realizar esse prejú ou me adiantei aos acontecimentos? Sei que fiz uma aposta altamente especulativa com as NTN-B pelo longo horizonte (o meu é de 18 meses, bem aquêm dos 17 anos do título), paciência, mas é provável que no final de 2007 esses títulos estejam valendo mais de R$610? A taxa devería cair novamente para esses 5,75%, e parece improvável que os prêmios de risco para bonos de emergentes voltem rápidamente para os patamares pré-crise. Opiniões serão muito bem-vindas!
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Ednajar
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Enviada: Ter Ago 21, 2007 8:34 am

Alealvaro,

Cada investidor possui uma filosofia de investimento, que leva em conta fatores como horizonte de tempo e características pessoais. Ao criticar sua estratégia estaria cometendo um erro, pq não conheço suas características de investidor, suas necessidades de retirada de capital...

Posso dizer como eu faria, ou seja, a estratégia que se adapta melhor ao MEU perfil:

Ao comprar TD estamos falando de uma taxa de rendimento pequena, por ser uma renda fixa, teoricamente riskfree.
Neste sentido, todas as medidas para se ganhar décimos de juros nesta aplicação são extremamente valiosas.

Dicas:

Todo título com data de vencimento superior a 720 dias (2 anos) terá descontado 15% de IR.
Caso venda antes da data, as alíquotas serão de 22,5%, 20% ou 17,5% a depender do tempo.

Na primeira compra a taxa de custódia para um ano já é descontada integralmente, e a partir daí, será proporcional ao tempo.

Portanto a venda em menos de 1 ano, além de ser prejudicial do ponto de vista do IR também leva a perdas por taxa de custódia paga desnecessariamente.

Tenho também LTN 010109.
Vc pode comprar diferentes títulos, com diferentes datas de vencimento, e não se desfazer dos de longo prazo pelos motivos acima.
Para curto prazo eu utilizaria os fundos DI.

Especular com as taxas de juros dos títulos é talvez pouco proveitoso, pelas taxas de transação que acabam por "comer" as pequenas diferenças obtidas.

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Bfesta



IA desde: 9 Ago 2007
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Tesouro Enviada: Ter Ago 21, 2007 9:42 am

Tesouro para longo prazo tbm acredito que seja melhor uma vez que se vc investisse em um CDI por exemplo a carteira obrigatoriamente em sua maior parte seria Titulos Publicos, ou seja o banco repassa para nós "pobrinhos" um valor de no maximo 85 a 90% do CDI (por exemplo).... já direto no tesouro conseguimos 100%....

Ps: lembrando as dicas do nosso amigo Ednajar;

Citação:
Portanto a venda em menos de 1 ano, além de ser prejudicial do ponto de vista do IR também leva a perdas por taxa de custódia paga desnecessariamente.


em minha modesta opiniao para longo prazo em fundos RF ou optaria por titulos publicos....
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"Talento é quando um atirador atinge um alvo que os outros não conseguem. Gênio é quando um atirador atinge um alvo que os outros não vêem."
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alealvaro
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IA desde: 29 Jul 2007
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Enviada: Ter Ago 21, 2007 10:03 pm

Obrigado ednajar pelas suas opiniões. As NTN-B seguem caíndo de preço. Precissarei resgatá-las daqui a 12 meses. Saber o que vai acontecer até lá é futurologia. Quanto as taxas pagas (de custodia e o IR antecipado) vc têm toda a razão. Vamos ver como segue essa história. Pelo histórico dos preços, as NTN-B são muito voláteis em tempos de crise externa, e j;á deram sinais de recuperação após 2 meses. Vou aguardar maiores desdobramentos. Pelo menos não me arrependo de ter vendido a metade dos títulos que tinha, já que estava muito exposto e a carteira estava desequilibrada.
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Ednajar
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IA desde: 27 Jul 2007
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Localização: São Paulo

Enviada: Qui Ago 23, 2007 11:38 am

Turbulência: entenda porque você pode perder também em aplicações de renda fixa
Por: Equipe InfoMoney
23/08/07 - 11h20
InfoMoney

Quem investe na renda fixa, ao contrário de quem aplica na renda variável, não perde dinheiro quando grandes flutuações de mercado, como as registradas recentemente, acontecem. Esta afirmação - que é repetida constantemente por muita gente - não poderia estar mais longe da verdade.

Dependendo de como a aplicação em renda fixa é realizada, levando em consideração principalmente o tipo de título adquirido, o prazo do investimento e a necessidade ou não de sacar o dinheiro antes do vencimento do título, podem ocorrer perdas significativas também para quem investe em renda fixa. Os dados do Tesouro Direto mostram isso de forma clara.

Perdas podem ser significativas
Quem comprou, por exemplo, uma NTN-B (título público indexado ao IPCA) com vencimento em agosto de 2024 acumula uma perda de cerca de 17,20% nos últimos 30 dias, considerando dados de 22 de agosto. Isso ocorre, em primeiro lugar, porque este é um título de prazo bastante longo, o que acaba exacerbando qualquer alteração nas taxas de juros.

O principal motivo, porém, é que a taxa de juro que este título paga (ou seja, o quanto acima da variação do IPCA ele dá como remuneração) é definida quando da emissão do título. Em momentos de stress de mercado como o verificado recentemente, uma das primeiras reações do mercado é pressionar as taxas de juros para cima. Como juros e preços andam sempre em sentido inverso, uma forte flutuação na taxa acaba refletindo no preço do título e, conseqüentemente, na sua rentabilidade.

Conheça como funciona a relação entre juro e preço.

Para entender melhor esta relação, vamos usar um exemplo mais simples, tomando como referência títulos pré-fixados, como as LTN (Letras do Tesouro Nacional). Vamos imaginar um título de um ano que não paga juros durante este período, com a rentabilidade sendo dada pela diferença entre o preço de compra e de venda do papel.

Por exemplo, se você compra o título com um preço de R$ 0,9091 e, no momento do vencimento recebe R$ 1,00 por ele, você obteve uma rentabilidade de 10% no período. Caso fosse um papel de dois anos, o preço seria R$ 0,8333, considerando novamente rentabilidade de 10% e vencimento a R$ 1,00.

Alteração nos juros afeta o preço

Embora esta taxa de 10% seja pré-fixada para quem mantiver o título até o vencimento, este não é o caso para quem vender antes disso. Vamos imaginar um cenário em que você comprou um título de dois anos e a situação melhorou após um ano. Isso levou a taxa para um novo título de 8% ao ano, por exemplo. Como o seu título também tem um ano para vencer, caso você decida vender, acabará se beneficiando deste melhor cenário.

O preço de um título de 1 ano, com vencimento a R$ 1,00 e taxa de 8%, será R$ 0,9259. Portanto, se você vender seu título, a sua rentabilidade será de 11,12% (R$ 0,9259 dividido por R$ 0,8333) e não mais 10%, como esperado caso você mantivesse o papel por dois anos.

O inverso, porém, pode ocorrer. Caso a taxa tenha subido para 12% após um ano, o preço do título cai para R$ 0,8929 e, no evento de você necessitar vender após um ano, a rentabilidade cai para 7,15%. Ou seja, um aumento nas taxas de juros pode reduzir sua rentabilidade, pois implica em uma queda de preço do título.

Impacto maior em títulos de prazo mais longo

De forma geral, quanto mais longo for o prazo do título (sempre lembrando que estamos falando de papéis pré-fixados), maior será o impacto de uma alteração nas taxas de juros sobre a rentabilidade.Vamos supor agora que você tenha comprado um título com prazo de 10 anos e juro de 10%. O preço que você pagaria pelo título seria de R$ 0,3769.

Imagine agora que você precise vender o título após um ano, porém em um cenário no qual os juros subiram para 12% ao ano. Mesmo tendo ficado um ano com o papel, o preço que você obteria seria de R$ 0,3503 (que corresponde a um título de 9 anos com juros de 12%), ou seja, uma rentabilidade negativa para você, já que esta cotação se encontra 7,06% abaixo do preço pago pelo título.

Este exemplo evidencia como uma relativamente pequena alteração nas taxas de juros pode gerar um impacto significativo sobre o preço de título de renda fixa, dependendo do tipo de papel (pré-fixado, no caso) e prazo (quanto mais longo, maior o impacto). Ou seja, quem compra títulos mais curtos corre menos risco de perder, mas também limita os ganhos, enquanto quem investe em papéis longos pode ter perdas (quando os juros sobem) ou ganhos (quando os juros caem) maiores.

Cuidado ao comprar, olho também nos fundos

Ao comprar títulos públicos, portanto, você deve estar ciente dos riscos que corre. Para os mais conservadores, títulos como a LFT que é pós-fixada e corrigida para a Selic são recomendados, já que a possibilidade de perdas é muito menor do que em papéis pré-fixados.

Caso você decida por papéis com juros pré-fixados, analise também o prazo, pois, como vimos anteriormente, ele pode ter um impacto significativo sobre a rentabilidade de sua aplicação no caso de você necessitar resgatar.

Por fim, da mesma forma que isso afeta compras diretas de títulos de renda fixa, o mesmo se aplica a fundos de investimento.

Na hora de aplicar em um fundo que invista em renda fixa, analise a carteira de títulos e cheque quais são os mecanismos de proteção. Isso reduz o risco de surpresas desagradáveis, como as registradas nos últimos dias para muitos investidores, que ficaram surpresos em ver rentabilidade negativa em suas aplicações de renda fixa.

Comentário sobre a notícia

Lembre-se que ao levar os títulos ao seu vencimento você garante a taxa de juros proposta no momento da compra, seja ele préfixado ou indexado ao IPCA.
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Enviada: Sex Ago 24, 2007 3:30 pm

Especialistas em renda fixa sugerem paciência para evitar perdas na turbulência
Por: Equipe InfoMoney
24/08/07 - 15h10
InfoMoney


Durante as últimas semanas de turbulência, alguns títulos prefixados de renda fixa registraram perdas significativas, contrariando o senso comum de que o segmento é absolutamente livre de riscos.

Investidores mais aflitos preferiram liquidar suas posições em papéis prefixados do Tesouro Direto ou resgatar cotas de fundos de renda fixa associados ao segmento. Outros adotaram a calma, confiando na recuperação.

Buscando um balanço da melhor postura a ser assumida pelo investidor de renda fixa diante do contexto atual, a InfoMoney consultou alguns especialistas no segmento. Suas opiniões são consensuais, contra a migração e em prol da paciência.

Prêmio a quem espera
"O ideal seria ter um pouco de paciência", recomenda Marcelo Ganem, sócio responsável pela área de renda fixa da Paraty Investimentos. Para ele, "o investidor não deve sair ao primeiro sinal de crise".

Marcelo explica que os títulos prefixados com vencimento mais longo tendem a sofrer em períodos turbulentos, tal qual nas últimas semanas. Mesmo assim, o investidor deve evitar ações precipitadas e confiar na volta aos ganhos.

Punição ao impaciente
Gilson Costa, operador de renda fixa da corretora Intra, compartilha o elogio à paciência, avaliando que os "títulos do Tesouro são para investidores de médio e longo prazo". Ele afirma que, mantida a perspectiva de horizonte à frente, "para resgatar no vencimento não há problema algum".

Gilson lembra que as perdas só são de fato concretizadas quando o investidor é atraído pela vontade de migrar. "Se você for daqueles que fica olhando para o risco diário, querendo sair, provavelmente vai ter prejuízo".

Alternativas
Se o investidor não desiste da idéia de desfazer suas posições nos títulos prefixados, existem algumas alternativas que permitem aliviar os riscos.

"Uma das opções é substituir os papéis prefixados pelos pós-fixados, como as LFTs, por exemplo", sugere Marcelo Ganem. Ele classifica a postura como conservadora, já que os títulos pós-fixados mitigam riscos, mas também implicam menor retorno esperado.

Outra possibilidade levantada pelo sócio da Paraty Investimentos é a troca de títulos com vencimentos longos, mais sensíveis a turbulências, por outros mais próximos: "Migrar para duration mais curta também pode funcionar".

Contra a corrente
Se em um extremo, os conservadores temem os prejuízos refletidos na marcação a mercado, em outro, os propensos ao risco vêem um momento atrativo para comprar títulos. Segundo Gilson Costa, realmente parece sensato entrar em um período de crise: "Na hora em que o cenário acalmar, o investidor estará ganhando bem mais.

No entanto, essa decisão só pode ser tomada se existe certeza de que o pior já passou. Como "ninguém sabe até onde isso vai", avalia o operador da Intra, "recomendo o seguinte: não entre agora, espere mais um pouco".
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