Tesouro Direto
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Ednajar
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Tesouro Direto Enviada: Seg Jul 30, 2007 6:14 pm

Tesouro Direto

O Tesouro Direto é um serviço lançado pelo Tesouro Nacional que permite a pequenos investidores (pessoas físicas) comprar títulos públicos diretamente pela Internet. Este serviço é operacionalizado pela CBLC. O objetivo é incentivar a formação de poupança de longo prazo, mediante à oferta de títulos públicos com diversos prazos de vencimento, que variam de seis meses a 30 anos.

Características dos Títulos Públicos Ofertados

Os títulos públicos ofertados no Tesouro Direto possuem as seguintes características:
-LTN: Letra do Tesouro Nacional
Título com rentabilidade definida no momento da compra (vide taxa dia na tabela Títulos Públicos - Preços e Rentabilidade). Forma de pagamento: no vencimento;

- LFT: Letra Financeira do Tesouro
Título com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa SELIC) acrescida de deságio definido no momento da compra (vide taxa dia na tabela Títulos Públicos - Preços e Rentabilidade). Forma de pagamento: no vencimento; e

- NTN-C: Nota do Tesouro Nacional - série C
Título com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros definidos no momento da compra (vide taxa dia na tabela Títulos Públicos - Preços e Rentabilidade). Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

- NTN-B: Nota do Tesouro Nacional - série B
Título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra (ver taxa dia na tabela Títulos Públicos - Preços e Rentabilidade). Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

Reportagem de 18/05/2005 do Folha Invest
TESOURO DIRETO: Títulos públicos rendem muito para poucos
Menos de 0,5% dos investidores aproveita hoje as vantagens de aplicar diretamente em papéis do governo

EDUARDO CUCOLO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O Tesouro Direto foi um dos melhores investimentos no primeiro trimestre de 2005. Mas ainda são poucas as pessoas que aproveitam as vantagens de aplicar diretamente em títulos do governo federal: cerca de 37 mil em todo o país -menos de 0,5% dos 8,5 milhões de clientes dos fundos de investimento.

Os títulos mais vendidos no período foram as chamadas LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), que acompanham a variação da taxa básica de juros da economia. Quem apostou na alta da Selic e comprou esses papéis no Tesouro Direto obteve um rendimento de 4,47% no trimestre. Já os fundos referenciados DI -compostos principalmente por esse mesmo tipo de papel- tiveram uma rentabilidade média de 3,74% no mesmo período.

As LTNs (Letras do Tesouro Nacional), que pagam juros prefixados, renderam 4,03%. Esse produto já começa a se tornar interessante -e pode render mais que as LFTs- com a expectativa de que o Banco Central irá encerrar o ciclo de alta das taxas de juros.

No primeiro trimestre, esses papéis superaram os fundos com as mesmas características (renda fixa) em termos de rentabilidade média. Os renda fixa renderam 3,68% no período, segundo o Labfin (Laboratório de Finanças da USP). "O Tesouro Direto é uma oportunidade para que o pequeno investidor possa ter o mesmo tipo de rendimento do grande investidor", diz o secretário-adjunto do Tesouro Nacional, José Antonio Gragnani.

Essa diferença de rendimento se deve principalmente às taxas de administração cobradas nos fundos de investimento, que comem parte da rentabilidade. No Tesouro, o próprio investidor pode assumir a tarefa de gerenciar o seu dinheiro. Basta abrir uma conta em uma corretora ou banco estatal e se cadastrar pela internet.

Em um grande banco, essas taxas podem ficar acima de 3% ao ano para aplicações abaixo de R$ 5.000. Para a compra de títulos públicos, o valor mínimo é de R$ 200. Há uma taxa de custódia de 0,40% ao ano para a CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia) e uma taxa de serviço paga para o banco (cerca de 0,5% ao ano). Algumas corretoras não cobram essa taxa.

"Há clientes que não querem ter a preocupação de saber se a taxa de juros vai cair ou vai subir e preferem pagar por esse serviço de administração dos fundos", diz Celso Costa, analista da corretora Souza Barros.

Comparação entre Fundos DI, CDI, Tesouro Direto:



Outra vantagem é a segurança do investimento. Assim como acontece no mercado de ações, quem aplica no Tesouro Direto tem os papéis registrados em seu próprio nome na CBLC. No caso de quebra da instituição, como ocorreu no ano passado com o Banco Santos, o dinheiro do investidor está protegido.

Na hora de escolher um título público para comprar no Tesouro Direto, é preciso definir qual é o objetivo do investimento, da mesma forma como quando se escolhe um fundo.

O investidor pode ter como meta alcançar o CDI -que segue a taxa básica de juros. Nesse caso, as LFTs são um bom investimento quando os juros estão subindo, como ocorreu no primeiro trimestre deste ano. Já as LTNs são indicadas para quando o BC está reduzindo a taxa, o que deve ocorrer no segundo semestre.

Mas é possível também ter como meta proteger o dinheiro contra a inflação e ainda receber um juro extra do governo a cada semestre. É o caso da NTN-C (Nota do Tesouro Nacional).


Editado pela última vez por Ednajar em Seg Ago 20, 2007 10:39 pm, num total de 1 vez
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Ednajar
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Momento pode ser de oportunidade para garantir taxa maior Enviada: Seg Jul 30, 2007 6:16 pm

Jornal: Valor Econômico
Título: “Momento pode ser de oportunidade para garantir taxa maior ”
Data: 09/07/2007
Crédito: Mara Luquet

Este é um momento particularmente interessante para comprar papéis do governo por meio do Tesouro Direto (www.tesourodireto.gov.br), sistema de negociação via internet de títulos federais. Nas últimas semanas, esses papéis vêm refletindo o nervosismo observado no mercado futuro de juros o que provocou um aumento nas taxas, principalmente nos papéis mais longos. Para quem já tem esses papéis na carteira, o momento foi de perdas, pois o preço de alguns títulos teve queda. Mas os analistas observam que essa variação negativa é momentânea e a curva de juro nesses papéis deve retomar a trajetória. Portanto, eles recomendam: o momento não é de venda, mas de compra desses papéis.

"Essa não é a primeira vez que as taxas nos títulos púbicos abrem", diz George Wachsmann, sócio da Bawn Investimento, empresa de gestão de fortunas. "E o que observamos é que sempre que isso ocorreu foi uma oportunidade de compra", acrescenta.

Wachsmann cita como exemplo o movimento dos papéis com vencimento em 2045. Em janeiro de 2006, esse título era negociado a uma taxa de 9% mais a variação da inflação medida pelo IPCA. Em fevereiro, a taxa despencou para 7% mais o IPCA. O movimento ocorreu na época refletindo um forte aumento na procura por esses papéis, principalmente por investidores estrangeiros. Quando a demanda aumenta, o preço do papel sobe e a taxa de retorno cai. Nos papéis de renda fixa, taxa e preço percorrem caminhos opostos, quando um sobe o outro cai.

Quase três meses depois, o mercado de juro voltou a sentir um estresse e a taxa subiu para 9,34% mais a variação do IPCA. Em junho, voltou a cair para cerca de 8% e virou o ano de 2006 para 2007 abaixo de 7,5% mais IPCA. No último mês de maio, a taxa já estava a 5,80% mais a variação do IPCA e agora, depois desse estresse no mercado de juro, o papel fechou a semana passada negociado acima dos 6% mais a variação da inflação.

Wachsmann diz que nos papéis mais curtos, com vencimento em dez anos, a variação foi mais expressiva. O papel com vencimento em 2017, que era negociado em maio a uma taxa de 5,89% mais a variação da inflação, estava sendo negociado na semana passada a 6,40%. "Teoricamente essa taxa tem de voltar a ceder", diz Wachsmann. "Portanto, podemos dizer que é uma boa oportunidade de compra", acrescenta.

Segundo Wachsmann, o movimento no mercado de juro em junho e neste início de julho de abertura de taxas foi reflexo de três eventos: a discussão de meta de inflação, a própria inflação mais alta e um aumento da oferta de títulos mais longos no mercado.

Na quinta-feira, a manchete do Valor mostrava que o mercado financeiro aumentara em quase 0,5 ponto percentual os juros exigidos para comprar títulos públicos, impondo ao governo um prêmio maior para cobrir os riscos inflacionários. A taxa de inflação embutida nos papéis prefixados do Tesouro Nacional subiu de 3,36% para 3,82% em junho, segundo estimativas de analistas.

Desde que o CMN estendeu para 2009 a meta de inflação de 4,5% que já vigorava para 2007 e 2008 (analistas até então acreditavam que a meta ficaria mais baixa), o mercado de juro mudou de humor. Duas notícias contribuíram para aumentar o estresse no mercado de juro: o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou uma produção industrial acima das expectativas. Ela cresceu 1,3% em maio em relação a abril e avançou 4,9% sobre o mesmo mês de 2006. O IPC-Fipe fechou junho em alta de 0,55%, igualmente acima das previsões, entre 0,45% e 0,52%. O índice sobe mais do que se imaginava por causa de um choque agrícola de oferta e de uma demanda interna aquecida que afeta os preços dos produtos não comercializáveis, os que não se beneficiam da apreciação cambial.

Mas, como diz Wachsmann, assim como ocorreu em momentos anteriores no passado, a trajetória de queda nas taxas de juro não deve ser afetada e este estresse deve ficar concentrado num movimento de curto prazo. Neste caso, então, esta é uma oportunidade de garantir uma taxa maior.
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Allan Arantes
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Enviada: Seg Jul 30, 2007 6:17 pm

Valeu Ednajar !
Obrigado !
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Fábio Sirufo



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Enviada: Seg Jul 30, 2007 6:51 pm

Bom, ótmio texto.
Só gostaria de fazer uma correção: faz uns 12 meses, mais ou menos,
que não são ofertados mais NTN-C.


Editado pela última vez por Fábio Sirufo em Ter Ago 07, 2007 11:09 pm, num total de 1 vez
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Ednajar
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Isso mesmo!!! Enviada: Seg Jul 30, 2007 7:05 pm

O governo não dispõe mais em leilão títulos corrigidos pelo IGPM, apenas pós-fixados, pré-fixados ou indexados pelo IPCA.

Em épocas de certo descontrole inflacionário o IGPM pode oferecer maior correção que o IPCA, por ter em sua composição o IPA e o INCC, que correspondem à evolução de preços no mercado atacadista (transação inter-empresas) e na construção civil (materiais e mão de obra), respectivamente.

Não tenho nenhuma NTN C em minha carteira, por falta de oferta, portanto fiquei com a NTN B PRINCIPAL com vencimento em 15/08/2024.

Abcs


Editado pela última vez por Ednajar em Seg Ago 20, 2007 10:42 pm, num total de 1 vez
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Ednajar
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IA desde: 27 Jul 2007
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Enviada: Seg Jul 30, 2007 7:11 pm

Rentabilidade nos últimos 12 meses

Observações:

IMA - Índices de renda fixa calculados com base na evolução do valor de mercado de carteiras compostas por títulos públicos.

O IMA geral é o resultado da ponderação das variações de cada índice;

IRF-M é composto por títulos prefixados (LTN e NTN-F);

IMA-C, por títulos atrelados ao IGP-M (NTN-C);

IMA-B, por títulos atrelados ao IPCA (NTN-B);

IMA-S, por títulos atrelados à Taxa SELIC (LFT).
Fonte: Andima


Editado pela última vez por Ednajar em Seg Ago 20, 2007 10:43 pm, num total de 1 vez
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Monarca



IA desde: 31 Jul 2007
Mensagens: 75
Localização: Sao Paulo - SP

Enviada: Qua Ago 01, 2007 8:57 pm

Faz tempo que desejo migrar uma parte que esta em RF para o Tesouro Direto.

Mas pela falta de conhecimento nunca entrei, principalmente por nao saber com a melhor opcao. Jah li que a melhor opcao depende do prazo.

Colocando 2 opcoes:

Se for investir 100%, 50% para resgate em 1 ano e o restante para 5 anos qual seria a melhor opcao hoje?

Outra coisa, qual seria uma boa taxa de corretagem? Percebi que existe gdes diferencas entre corretoras.
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Ednajar
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Monarca... Enviada: Qua Ago 01, 2007 9:22 pm

O título a escolher fica a seu critério.
Como opinião eu não escolheria LFT pois a SELIC está em queda com os cortes sucessivos anunciados pelo COPOM.
Fica a opção das LTN (prefixados) ou NTN B.

As NTN B pagam juros semestrais que vão para sua conta corrente, com isso diminui juros sobre juros e se vc quiser reinvestir terá que fazê-lo e assim pagar mais taxas.

Prefiro a NTN B principal por este motivo.
O prazo de vcto em 2015 ou 2024 não o obriga a esperar até lá pra vender seu título.
Isso pode ser feito qdo quiser, mas sempre melhor se vender só após 2 anos.

Não aconselho investir em tesouro nacional por prazo inferior a 2 anos, pelo motivo de que após este período o IR passa a ser 15%, bem diferente de 20%!!

Qto as taxas:

RANKING DE TAXAS DOS AGENTES DE CUSTÓDIA
(Posição: 01/08/2007)

Agentes de Custódia Taxa de Administração

Socopa 0,00% (não cobra taxa)
Ativa 0,20% ao ano
Renascença 0,20% ao ano
Theca 0,20% ao ano
Ágora Senior 0,23% ao ano
Banrisul 0,25% ao ano
Hedging Griffo 0,25% (*)
Magliano 0,25% ao ano
Prime 0,25% ao ano
SITA 0,25% ao ano
Spinelli 0,25% ao ano
Talarico 0,25% ao ano
Elite 0,30% ao ano
Finabank Entre 0,30% a 0,50% ao ano
Geração Futuro 0,30% ao ano
Manchester 0,30% ao ano
HSBC 0,30% ao ano
Coinvalores 0,35% ao ano
Geraldo Corrêa 0,35% ao ano
Isoldi 0,35% ao ano
Novação 0,35% ao ano
Unibanco Investshop 0,35% ao ano
Planner 0,37% ao ano
ABN Amro Real 0,40% ao ano
Caixa Econômica Federal 0,40% ao ano
Gradual 0,40% ao ano
Positiva DTVM 0,40% ao ano
Senso 0,40% ao ano
Alfa 0,50% ao ano
Intra 0,50% ao ano
Petra 0,50% ao ano
Solidus 0,50% ao ano
Ruy Lage Entre 1,00% a 2,00% ao ano

Obs: informações de responsabilidade dos Agentes de Custódia, prestadas até a presente data. Cabe ao investidor
confirmá-las no momento da contratação.

(*) Taxa aplicada sobre o valor financeiro da operação de compra e venda, não há incidência de taxa no vencimento do
papel.
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LEONARDO GARCEZ



IA desde: 28 Jul 2007
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Enviada: Seg Ago 06, 2007 6:57 pm

sou mais esse Tesouro Direto http://www.treasurydirect.gov/

abre conta on line, sem taxas, brokers e burocracia, e confiabilidade maior impossivel!!! Ahahaha
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kwam



IA desde: 27 Jul 2007
Mensagens: 308

Enviada: Seg Ago 06, 2007 7:02 pm

Boa Leonardo Ahahaha

Os japoneses conhecem muito bem este site...

Será que há algo semelhante para Bunds e Gilts?
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Ednajar
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IA desde: 27 Jul 2007
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Boa Leonardo! Enviada: Seg Ago 06, 2007 7:59 pm

Manda ai prós e contras de se ter uma renda fixa em dólar, com taxa de juros dos EUA!!

Se puder diga os passos para fazer essa conta pra estrangeiros!!

Abcs
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