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kbssaum

IA desde: 3 Fev 2009 Mensagens: 113
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| O crescimento americano é sustentável? |
Enviada: Sex Fev 26, 2010 2:21 pm |
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Para os analistas ouvidos pelo blog, a resposta à pergunta acima é não. No primeiro trimestre deste ano, o PIB (Produto Interno Bruto, soma das riquezas produzidas por um país) dos Estados Unidos deve crescer abaixo do número registrado nos últimos três meses de 2009. Neste período, segundo os dados revisados pelo Departamento do Comércio, a economia cresceu 5,9% (anualizado), acima da taxa divulgada anteriormente (5,7%).
- Não é uma boa notícia, porque não dá sinal de sustentação do crescimento. Com a revisão, houve desaceleração no consumo, que passou de 2% para 1,7%. O setor externo também teve contribuição menor (de 0,5% para 0,3%). Ou seja, dois grandes componentes de demanda ficaram piores. O que aumentou foi o estoque, subindo de 3,4% para 3,8% - explica a economista Alessandra Ribeiro, da Tendências Consultoria.
Segundo ela, como o mercado de trabalho ainda está fragilizado - a taxa de desemprego em fevereiro ficou em 9,7%, o consumo vai demorar para se recuperar.
- E como há muita capacidade ociosa na indústria, os investimentos também tardarão mais - diz ela.
Para o primeiro trimestre de 2010, o economista Roberto Prado, do Itaú Unibanco, prevê aumento do PIB entre 2,5% e 3%.
- A velocidade de recuperação do quarto trimestre parece que não é sustentável. Não esperamos que o estoque contribua com a mesma intensidade daqui para frente. Terminado o ajuste, a produção deve crescer em linha com a demanda - diz o economista, para quem o segundo semestre será ainda pior:
- Acreditamos que o consumo vai crescer devagar, porque o consumidor americano manterá taxa de poupança mais elevada. No primeiro semestre, ainda haverá estímulo do governo, mas depois, deve acontecer uma desaceleração - explica Prado.
No ano passado, o PIB americano despencou 2,4%, o pior resultado desde 1946.
Fonte: Blog Miriam Leitão |
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kbssaum

IA desde: 3 Fev 2009 Mensagens: 113
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| Fannie Mae solicita novo resgate ao governo |
Enviada: Dom Fev 28, 2010 6:13 pm |
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Após 10° prejuízo trimestral, a companhia solicita novo resgate ao governo no valor de U$ 15,3 bi.
O total injetado na Fannie Mae já soma U$ 75 bi.
Fonte: Infomoney |
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Liam

IA desde: 2 Set 2007 Mensagens: 537 Localização: Out a time
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| Voltando à bolha imobiliária no Brasil |
Enviada: Qua Mar 03, 2010 8:37 am |
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Esse é um tema que talvez mereça um tópico específico, mas, como tem sido debatido aqui, quero voltar ao assunto.
Notícias como esta nos levam à constação da existência da bolha:
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"Lançamento na Berrini vendido em um só dia
São Paulo - O edifício residencial In Berrini, da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, vendeu todas as 216 unidades à disposição em apenas um dia de comercialização, no sábado (27/2). O valor geral de vendas (VGV) estimado é de 76 milhões de reais. Foram aproximadamente 900 visitas ao apartamento decorado. As filas começaram a se formar a partir das 6h30. A previsão de entrega dos apartamentos é fevereiro de 2013."
http://www.webcasas.com.br/imovel/sp/lerconteudo/noticia/30392/
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No entanto, em relação aos preços, que, num primeiro momento, parecem estar atingindo a estratosfera, gostaria de mencionar o seguinte exemplo.
Lembrei-me de uma casa, adquirida por um familiar em outubro de 1996 em SP, por R$ 85 mil. Não sei quanto vale hoje, mas imagino algo na faixa de R$ 280 ou R$ 300 mil.
Mas o que gostaria de destacar é a atualização do valor pelo ouro, que na época estava R$ 12,58. Atualizando pela atual cotação, chegamos ao valor aproximado de R$ 449 mil .
Diante disso, fica a questão: apesar da clara "valorização" recente dos imóveis em função principalmente do crédito fácil, até que ponto esse aumento dos valores está relacionado à desvalorização da moeda em comparação a ativos reais???  _________________ A hipótese voa, o fato caminha; às vezes, a asa tem má direção; o pé pisa sempre em terra firme; mas o vôo pode ser retificado, enquanto o passo nunca poderá voar. |
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demas

IA desde: 16 Jan 2008 Mensagens: 55
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Enviada: Qui Mar 04, 2010 5:08 pm |
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Alguns indicadores interessantes para verificar se existe bolha ou não:
Ao caminhar pelas ruas...
- Tem uma imobiliaria em cada esquina? Imobiliaria para vender apartamentos tá igual a boteco?
- Tem gente trocando de sua profissão atual para ser agente imobiliario?
- (Ou pior) tem muita gente iniciando seu próprio negócio de compra e venda de apartamentos? (gente que nunca comprou um apartamento na vida!)
- Quando aparecem ofertas de créditos para compra da casa própria com prazo superiores a 35 anos...
- Se ao pedir o emprestimo para compra da casa o gerente do banco te pergunta se vc tem filhos... (Para passar a dívida para eles no futuro)
Mas os piores de todos... é se é possível conseguir empréstimos para a casa própria com duas possibilidades mais:
1 - Com apenas contrato de trabalho temporario;
2 - Financiamento de até ou mais de 100% do valor do imóvel;
Quando observarem algumas destas ocorrencias... Coloquem em pratica o velho ditado do engraxate de wall-street...
Mas se vcs observarem TODAS estas juntas... CORRAM!!! (Com a mão no bolso!!!)
Pelo que estou lendo nas noticias dos jornais, nas ruas, nos comentarios aqui no IA e vendo o que vejo caminhando pelas ruas... Me lembra muuuuuito a Espanha de 2006 / 2007.
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gui

IA desde: 6 Out 2008 Mensagens: 246 Localização: São Paulo
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| SERÁ? |
Enviada: Qui Mar 04, 2010 6:08 pm |
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Não sei até que ponto é possível comparar a valorização imobiliária do Brasil com a dos EUA ou Espanha. Talvez na questão do endividamento do povo e no sacrifício individual do cidadão, sim, mas...
Senão vejamos: os títulos hipotecários e financiamentos são lastreados em sua esmagadora maioria por recursos da poupança, governo federal ou FGTS e, mesmo quando financiados por bancos privados, não são recomercializados como ativos especulativos na composição de carteiras de "investimentos".
A crise imobiliária lá fora não se deu só por causa da valorização dos imóveis, mas porque essa valorização ilusória era a viga mestre dos ativos financeiros dos bancos, superalavancados.
Nos EUA houve dois problemas. Primeiro a bolha imobiliária, que criou uma valorização irreal do imóvel. Bancos faziam financiamento em cima do mesmo imóvel. O financiamento era uma maneira do tomador conseguir dinheiro a juros irrisórios. Você estava em casa e alguém ligava: ‘você quer um crédito imobiliário na sua casa, a juros baixos?’ Você aceitava, pegava a grana e ia embora. Isso aqui não existe. O crédito é um percentual do PIB, o banco está interessado em dar crédito a clientes novos, e não a quem já teve crédito. O segundo ponto é o crédito ‘sub-prime,’ que é o papel que não é bom negociado como papel bom. Esse mercado inexiste aqui no Brasil.
Fora isso, existe a questão do deficit habitacional, que é incrivelmente alto no Brasil e justifica investimentos pesados em construção. Tem a questão da oferta e da procura e boa parte da população brasileira quer "sair do aluguel", como se diz por aí, pois a cultura da casa própria aqui é muito forte.
E para completar, a concessão de crédito imobiliário aqui não é tão fácil assim; se nos EUA, qualquer imigrante desqualificado podia recorrer aos mortgages, aqui o cidadão precisa provar por A+B que tem renda e capacidade de honrar o financiamento. Basta visitar o site da CEF e verificar a relação de documentos necessários para iniciar um financiamento.
Os altos juros cobrados, por outro lado, garantem com folga uma margem de gordura para compensar um eventual aumento na inadimplência.
Nos EUA, os fatores potencializadores da crise foram a falta de critério para conceder crédito, os juros extremamente baixos e a alavancagem. E eu não vejo nenhuma destas três variáveis presentes no cenário local.
Eu também vejo com preocupação a questão do endividamento popular, pois o sujeito vai pagar 4X o valor do imóvel e viver uma vida de escravidão financeira. Mas é preciso fazer o papel de "advogado do diabo", pois existe uma diferença marcante entre a evolução desta crise lá no Norte e no modo como o Brasil vem conduzindo seu crédito imobiliário.
Acho que temos que levar também em consideração o que o Liam postou em relação à desvalorização do dinheiro: os imóveis supervalorizaram ou o dinheiro perdeu o seu valor??  _________________ Só a mudança é constante. |
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alexx

IA desde: 7 Out 2008 Mensagens: 168
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Enviada: Sex Mar 05, 2010 11:19 am |
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| Concordo com o gui, levantou questões muito importantes, acho que falar em bolha nacional nos imóveis como aconteceu nos EUA ou na Espanha, pode ser exagerado, ainda que se observe um aumento muito grande dos preços em regiões como DF, RJ e SP, mas teria que ser investigado e levado em consideração oq ocorre em cada área dessas, bairros, perfis, demanda especifica, oferta do modelo, isso tudo pode gerar muitas diferenças na valorização. |
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Wakkomg

IA desde: 27 Jan 2009 Mensagens: 10
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| Martin Wolf: crise da zona do euro agora é pesadelo para Ale |
Enviada: Qua Mar 10, 2010 9:53 pm |
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Desde que a república federal foi fundada, a Alemanha tem dois objetivos estratégicos principais: moeda estável e integração europeia. Esses foram os dois imperativos aprendidos com as calamidades do início do século 20. O euro representa essas metas. Agora elas estão em conflito uma com a outra.
É a resposta certa resgatar os pecadores, fortalecendo assim a coesão da zona do euro, mas ameaçando a estabilidade monetária? Ou será deixar os pecadores darem o calote, fortalecendo assim a credibilidade monetária, mas enfraquecendo a coesão? A Alemanha podia evitar essas escolhas antes da moeda única: países não competitivos simplesmente desvalorizavam.
Infelizmente, o debate doméstico alemão presume, equivocadamente, que a resposta é todo membro se tornar como a Alemanha. Mas a Alemanha pode ser a Alemanha –uma economia com disciplina fiscal, demanda doméstica débil e enorme superávit de exportação– apenas porque os outros não são. Seu modelo econômico atual viola o princípio da universalidade do maior filósofo alemão, Immanuel Kant.
A ideia de que os países estão em dificuldade por causa de seu próprio desleixo é fácil de se chegar no caso da Grécia. Segundo o mais recente Panorama Econômico da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a dívida pública bruta foi de 115% do produto interno bruto no ano passado, o déficit do governo geral foi de 12,7% do PIB e o déficit em conta corrente foi de 11,1%.
Este, então, seria um caso clássico para intervenção do Fundo Monetário Internacional (FMI). Normalmente, este ofereceria um apoio temporário de liquidez em troca de uma desvalorização e rigor fiscal. Mas a Alemanha rejeita a ideia de que uma organização externa dite a política para um país que compartilha a mesma moeda que a Alemanha. Ela sugere, em vez disso, a criação de um Fundo Monetário Europeu para fornecer apoio de liquidez condicional. Sob a direção dos outros membros da zona do euro, o FME dedicaria uma política fiscal ao pecador.
Os membros do governo alemão também querem que penas sejam impostas. Entre as ideias estão: suspensão dos subsídios da União Europeia, os “fundos de coesão”, aos países que não cumpram a disciplina fiscal; suspensão dos direitos de votação em reuniões ministeriais; e até mesmo suspensão da zona do euro. Uma ideia menos controversa é aplicar multas já permitidas segundo o “pacto de estabilidade e crescimento” da UE.
Mas a criação do FME exigiria um novo tratado, assim como a exclusão das instituições da zona do euro (apesar de que um país não poderia ser impedido de usar o euro em si). Multar países em dificuldades fiscais já provou ser inviável no passado. Hoje, a maioria dos membros teria que ser multado. Vá sonhando!
Nós devemos notar uma dificuldade ainda maior. A noção de que a grande ameaça é a indisciplina fiscal é falsa.
A Grécia é um caso especial. Os excessos fiscais de hoje não são resultado de indisciplina fiscal, mas de indisciplina privada. Esta última, além disso, foi um elemento inerente no funcionamento da própria zona do euro. Foi como a economia da zona do euro se equilibrou, em um nível razoável de demanda geral, no período pré-crise.
Isso é melhor entendido a partir dos balancetes financeiros dos membros da zona do euro em 2006, antes a crise, e em 2009, no seu auge. O balanço entre renda e gastos nos setores privado, público e externo deve somar zero. Em 2006, Alemanha, Holanda e Áustria tiveram imensos superávits privados, em relação ao PIB, enquanto os setores privados de Portugal, Irlanda, Grécia e Espanha tiveram déficits imensos. As posições fiscais pareciam sob controle em toda parte: Irlanda e Espanha até mesmo apresentavam superávits fiscais substanciais (apesar de ilusórios). Enquanto isso, os superávits privados da Alemanha e da Holanda foram compensados por uma saída imensa capital. No geral, nós vemos um desequilíbrio privado, mas a ilusão de estabilidade fiscal, com os países mais ou menos cumprindo os critérios do tratado para déficits fiscais.
Então veio a crise: os setores privados financeiramente em risco recuaram. Em 2009, os setores privados de quase todos os membros apresentam enormes superávits: agora eles todos são Alemanha! E quais são as compensações? A resposta: déficits fiscais. O quadro para a Irlanda e Espanha é dramático. A curto prazo, é impossível mudar rapidamente os balanços externos, particularmente quando a demanda doméstica nos países com superávit é tão fraca.
Agora a Alemanha insiste que todo país deve eliminar seu excesso de déficit fiscal o mais rápido possível. Mas isso só pode acontecer em caso de melhora do saldo em conta corrente ou em caso de deterioração no saldo privado. Para ser o segundo, é preciso haver uma retomada dos gastos privados, presumivelmente financiados por dívida. Para ser o primeiro, há duas opções: primeiro os saldos em conta corrente devem deteriorar em outras partes na zona do euro, acarretando em superávits privados menores em países como a Alemanha. Ou, segundo, o balanço geral na zona do euro deve passar ao superávit –uma política de “empobreça o vizinho”.
Na prática, o resultado mais provável dessa retração fiscal seria uma recessão em países com grandes déficits externos e fiscais. Dada a falta de competitividade dos países com déficits externos e a fraca demanda em toda parte na zona do euro, essas recessões poderiam se transformar em duradouras. A pergunta é se as populações suportariam isso. Em caso negativo, crises políticas surgiriam, com as consequências incertas inerentes.
Me permita colocar isso de forma direta: os superávits estrutural do setor privado e em conta corrente da Alemanha tornam virtualmente impossível para seus vizinhos eliminarem seus déficits fiscais, a menos que estes estejam dispostos a conviver com recessões duradouras. O problema poderia ser resolvido por uma zona do euro passando a superávits externos. Eu me pergunto como a zona do euro explicaria essa política aos seus parceiros globais.
Também poderia ser resolvido por uma política monetária expansionista por parte do Banco Central Europeu, que estimulou com sucesso os gastos privados nos países com superávit e também elevou a inflação alemã bem acima da média da zona do euro.
A Alemanha está em uma armadilha criada por ela mesma. Ela quer que seus vizinhos sejam mais parecidos com ela. Eles não podem ser, porque sua demanda doméstica deficiente não pode ser universalizada. Como outro grande filósofo alemão, Hegel, poderia ter dito, a tese alemã exigia a antítese espanhola. Agora que a bolha do setor privado estourou, a síntese é um desastre fiscal na zona do euro. Ironicamente, a Alemanha precisa se tornar menos alemã para que a zona do euro possa se tornar mais alemã.
Tradução: George El Khouri Andolfato
fonte: http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2010/03/10/martin-wolf-crise-da-zona-do-euro-agora-e-pesadelo-para-alemanha.jhtm |
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